quinta-feira, 24 de junho de 2010


Vampirismo a moda antiga e sua simbologia

POSTED BY RAFAEL PIRES ON MARÇO - 2 - 2010a

Nosferato de 1922 - um ícone do expressionismo alemão.

Nessa época de “vampiros” bonzinhos duvido que qualquer um que tenha entre 20 e 30 anos não tenha saudades do bom e velho sadismo vampírico, regado a sangue e sensualidade.

Vampiros como Drácula, Lestat, Blade, Valek,Akasha, a Condessa Bathory ou até mesmo o “delicadíssimo” Louie marcaram várias gerações.

Vejam abaixo um pouco do simbolismo na mitologia que perturbava os nossos sonhos:

Imortalidade: Vampiros são mortos vivos, condenados solidão e ao vazio da vida eterna, a imortalidade não é uma benção, eles andam sobre a terraporque não são aceitos no céu e não são dignos de entrarem no inferno.

Sangue: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna” – João 6:54

O sangue é a vida, ainda que seja uma vida maldita e de condenação eterna.” – Bram Stoker |

Alimentar-se de sangue É uma crença difundida principalmente entre tribos Antropófagas. O ato de devorar o inimigo é um ritual honroso onde os membros da tribo vencedora incorporam a força e sabedoria do inimigo.

Akasha a rainha que sugou seu povo até sua sede ser saciada (A rainha dos condenados 2002)

E os registros dos primeiros vampiros remete aos vampiros Rakshasa, filhos de uma divindade Indiana devoradora de homens Kali, foram devorados ao nascer, os que sobreviveram se tornaram os primeiros vampiros dessa espécie que tem cabeças de Tigre ou Babuíno. Datam de aprox. 4000 anos.

Valek - o vampiro sádico de John Carpenter

Fogo: INRI – “Ignea Natura Renovatur Integra” (Pelo fogo a natureza inteira se renova) – Frase hermética presente no emblema Rosacruz.

Foi herdada da caça as bruxas a crença de que o fogo purificaria a alma dos condenados, por isso os vampiros são tão vulneráveis ao fogo.

Morcego/Lobo: A transformação em animais das trevas (leia-se noite) e controle dos elementos, também associada às bruxas por seus desafios às leis de Deus.

Sol: “Disse Deus: haja luz. E houve luz. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas” (Gen. 1, 1-2). Nenhuma criatura das trevas deve andar à luz do sol.

Vampiros queimam expostos ao sol para que seus pecados sejam purgados.

Cruise como Lestat de Anne Rice

Beleza: O dom das trevas é dado apenas a pessoas muito belas, para que a afronta a Deus seja ainda maior.

Prata: Símbolo de puro e sagrado, irresistível para uma criatura tão mundana.

Cabe lembrar que o simbolismo desse material foi agregado das culturas celtas, na qual a Prata era associada à Lua, assim como divindades relacionadas. Como elemento ligado ao sagrado, ele tinha a propriedade de purificação.

Luxúria: Incapazes de amar, os vampiros se concentram no prazer carnal muitos levam uma vida cheia de excessos e crueldades ligados ao sexo.

Antes de ser Saruman Lee se imortaliza como o Drácula mais violento do cinema(1958).

Espelhos: Segundo alguns os vampiros não possuem reflexo porque sua imagem é uma afronta a Deus, outros que da prata da qual eram feitos os antigos espelhos

podia refletir a alma, logo uma criatura sem alma não possui reflexo.

Água: Impossibilidade de atravessar água corrente, presente nos mitos dos Strigois. Drácula só atravessou o oceano num caixão com terra natal.

Terra: Os caçadores de vampiro, no romance de Bram Stoker (o criador de Drácula), descobrem que ele está no Mosteiro de Carpax e então, vão até lá, e destroem seus caixões cheios de terra. Sem a terra Drácula fica enfraquecido, pois, precisa da terra natal para ganhar forças. A terra é fecunda, e assim, simbolicamente representa a mãe. Ele está atado à mãe da infância e por isso a terra é velha, podre e infértil. Não pode ver-se livre dela, tem sempre que voltar para ela. A terra velha é o estar estacionado num determinado ponto ou período, sem produzir, germinar.

Gary Oldman - O Drácula de Bram Stoker (1992)




Recomendo que essa galera mais nova beba também em fontes mais clássicas, como por exemplo o filme “Dracula de Bram Stoker”, uma obra poética um ótimo filme para se ver a dois, possui cenas de sensualidade, terror e romantismo.

Vale citar também que Francis Coppola abusa do simbolismo das cores criando uma fotografia fantástica e talvez uma das mais expressivas do cinema.

Só pra citar: BS ispirou-se na história do Duque Vlad Tepes e em mitos romenos para criar a história de “Dracula”.

Se depois disso alguém ainda preferir os vampiros

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